
A lenda de um bravo monarca que defendeu a Inglaterra das invasões bárbaras.
Historicamente, as narrativas sobre o rei Artur refletem a demanda em se consolidar a figura de um herói que conseguiu defender o seu território contra as invasões estrangeiras. Talvez, caso tenha algum sustentáculo nos fatos historicamente vividos, a lenda arturiana se assente na figura de algum guerreiro que participou nas lutas que marcaram a entrada dos saxões na Bretanha. Com o passar do tempo, as aptidões e feitos desse guerreiro determinaram um relicário de objetos e lugares ligados a essa tradição.
Apesar de toda a fantasia que cerca o relato, várias expedições foram organizadas para que alguma relíquia do rei Artur fosse encontrada nos locais que se ligam à sua lenda. No ano de 1191, por exemplo, o rei Ricardo Coração de Leão anunciou a descoberta da tumba do rei Arthur, na abadia de Glastonbury, onde foi encontrada a legendária Excalibur, a espada de poderes mágicos que auxiliou o rei Artur a vencer diversas das batalhas que fortaleciam a sua inalcançável glória.
A suposta descoberta tinha o interesse político de apenas alavancar o governo do monarca do século XII. Ainda assim, outras escavações em solo britânico avivavam a possibilidade de concretização do mito. Diversas missões exploratórias dirigidas até a península de Tintagel buscavam a presença de vestígios do lugar onde supostamente o rei Artur deveria ter nascido. Ao longo desse tempo, foram apenas encontrados vestígios da construção de um castelo do século XIII.
Por Rainer Sousa
Mestre em História
Equipe Brasil Escola
fonte: http://www.brasilescola.com/curiosidades/rei-artur-mito-ou-verdade.htm
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