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07/02/2011

As excelências da Santa Missa


Os tesouros, por grandes e preciosos que sejam, não podem ser estimados se não forem conhecidos. Eis porque, muitos não tem pelo santo Sacrifício da Missa o amor que deveriam ter, porque este tesouro, A MAIOR MARAVILHA e a MAIOR RIQUEZA da IGREJA DE DEUS é um TESOURO OCULTO um tesouro muito pouco conhecido. Ah! Se todos conhecessem esta preciosidade celeste, tudo sacrificariam para adquiri-la. A exemplo do mercador do Evangelho, cada um, de boa vontade, daria tudo que possuísse para obter tão precioso tesouro. (Mt 13, 46)
Sabeis o que é, na realidade, a Santa Missa?

É o sol da cristandade, a alma da fé, o centro da religião Católica apostólica com a sede em Roma, a que tendem todos os seus ritos, todas as suas cerimônias, todos os seus sacramentos. É, numa frase, A ESSÊNCIA DE TUDO O QUE HÁ DE BOM E BELO NA IGREJA DE DEUS.
Só o Sacrifício que temos em nossa santa religião, que é a Santa Missa, é um Sacrifício Santo, perfeito, e, em todo sentido, completo: por ele, cada fiel honra dignamente a DEUS, reconhecendo, ao mesmo tempo, o próprio nada e o supremo domínio de Deus. Davi o chama: Sacrifício de justiça, Sacrificium justitiae; tanto porque contém o justo dos justos e o Santo dos santos, ou, melhor a própria justiça e santidade, como porque santifica as almas pela infusão das graças e abundância dos dons que lhes confere.

O Sacrifício da Santa Missa é o mesmo que o Sacrifício da Cruz
A santa missa é um sacrifício tão santo, o mais augusto e excelente de todos, e a fim de forma uma ideia adequada de tão grande tesouro, explicarei aqui, de maneira breve e sucinta, algumas de suas excelências divinas.
A principal excelência da santa Missa consiste em que se deve considera-lo como essencialmente o mesmo oferecido no Calvário sobre a Cruz, com esta única diferença: que o Sacrifício da Cruz foi sangrento e só se realizou uma vez e que nessa única doação Jesus Cristo satisfez plenamente por todos os pecados do mundo; enquanto que o sacrifício do altar é um sacrifício incruento, que se pode renovar uma infinidade de vezes, e que foi instituído para nos aplicar especialmente esta expiação universal que Jesus por nós cumpriu no Calvário.
Assim, O SACRIFÍCIO CRUENTO foi o meio de nossa REDENÇÃO, e O SACRIFÍCIO INCRUENTO nos proporciona as GRAÇAS da nossa REDENÇÃO.
Portanto, na missa não se faz apenas uma representação, uma simples memória da Paixão e Morte do nosso Salvador; mas um sentido realíssimo , o mesmo que se realiza novamente: tanto que se pode dizer, a rigor, que em cada Santa Missa nosso Redentor morre por nós misticamente, sem morrer na realidade, estando ao mesmo tempo vivo e como imolado: vidi agunum stantem tanquam occisum (De fato, vi um cordeiro). (Apoc 5, 6)
Digo que, em qualquer tempo e lugar, a iniquidade não tem cabimento; mas os pecados que se cometem na hora da Santa Missa e na aproximidade do altar, são pecados que atraem a maldição de DEUS: Maledictus qui facit opus domini fraudulent (Maldito aquele que cumpre com negligência a missão que Deus lhe deu). (Jer 48,10)
Vivo, mas não sou eu; é Cristo quem vive em mim (Gal 2, 20). Esta perspectiva de intima efusão com Jesus Cristo deve encher-nos de alegria, porque, se somos parte viva do Corpo Místico de Cristo, participamos de tudo o que Cristo realiza.
Em cada missa, Cristo oferece-se todo inteiro, juntamente com a igreja, que é seu Corpo Místico formado por todos os batizados.
A Santa Missa, bem vivida, pode mudar toda a nossa existência.

Por que o nome “Missa”?
Quando o padre rezava a missa em latim, no fim, a última palavra que ele dizia, despedindo o povo era: Ite, missa est! Dessa palavrinha “Missa” é que a eucaristia, como sacrifício , como celebração pascal dominical, tomou o nome. Mas, o que quer dizer missa?
Etimologicamente vem do verbo latino “mittere”, quer dizer: enviar. Missa é o principio passado: enviado, enviada. “Ite missa est”, sacrifício de louvor e reparação de Cristo; a ação de graças por meio de Cristo. Isto é: a ação sacrificial de Cristo, de valor infinito, já foi enviada, apresentada ao pai, em nome de vocês todos.
Realmente, é um tanto estranho que a eucaristia, como ação renovadora da morte e ressurreição de Cristo, tenha ficado com esse nome um tanto estranho – “missa”. Embora o significado profundo, teológico, seja muito expressivo: Cristo, em nome de vocês todos, já enviou ao Pai a ação de graças, a reparação, a adoração e os pedidos de vocês… “Missa est”, quer dizer: foi enviada a grande ação, a grande mensagem!
Outro significado, ou melhor, um significado que completa o acima explicado seria este: Agora, que Cristo apresentou ao Pai, em nome de vocês, o louvor, a ação de graças, a reparação e os pedidos vocês, agora vocês, que aqui estiveram com o Cristo e o receberam na comunhão, agora, “vão” (ite) e continuem esta missa esta doação de ação de graças, de reparação, de louvor, através da vida de vocês. Quer dizer: Vão, agora, na vida do dia-a-dia de vocês, celebrem Cristo, tornem a fé uma realidade em suas vidas. Celebrem a missa da vida! Como participantes do sacerdócio de Cristo, ofereçam suas vidas a Deus, consagrem as realidades do mundo a Deus! Como profetas, anunciem a palavra de Deus, anunciem esse reino, servindo aos irmãos, vendo, em cada pessoa humana, a pessoa do próprio Cristo! Tenham coragem de viver, proclamar o plano de Deus, denunciando tudo o que ele se opõe! Agora vocês devem ir para a missão de vocês, no mundo…

O SACRIFÍCIO DA SANTA MISSA TEM POR SACERDOTE O PRÓPRIO JESUS CRISTO

Depois de dizer que o sacrifício da Santa Missa é o mesmo Sacrifício da Santa Cruz, e não uma cópia, era de imaginar que não se poderia encontrar prerrogativas melhor. O que torna entretanto, mais sublime é o fato de ter como sacerdote o próprio Deus.
Três coisas, certamente, são para considerar no Santo Sacrifício: o Sacerdote que oferece. A vítima oferecida e a majestade divina, a quem se oferece. Ora, três considerações: o Sacerdote, que oferece, é um homem-Deus, Jesus Cristo: a vitima é a vida de um Deus; e não se oferece a outro senão Deus.
Portanto, reconhecei no padre, que celebra, a pessoa adorável de Nosso senhor Jesus Cristo. Eis porque a maior excelência da santa Missa consiste em ter por sacerdote um Deus feito homem. E quando virdes o celebrante no altar, sabei que sua maior dignidade é ser o ministro deste Sacerdote invisível que é nosso Redentor.
Ousarias assistir à Santa Missa, sentados, tagarelando, olhando para um e outro lado, e contentando-vos de recitar, bem ou mal, umas preces vocais, sem levar o ofício de tanta responsabilidade que exerceis, o ofício de sacerdote?
Ah! Não posso evitar de exclamar aqui: Ó mundo insensato, que nada compreendes de tão dignos de respeitos mistérios.
Como é possível permanecer ao pé dos altares com o Espírito distraído e o coração dissipado, num momento em que os anjos e os Santos se absorvem em admiração e temor a vista de tão maravilhosa obra!
O Santo Sacrifício do altar será para nós hóstia (Vitima) verdadeiramente aceita por Deus, quando nós mesmos nos fizermos vitimas”. (São Gregório Magno)
Na verdade, quando vamos à Santa Missa, devemos ir, repetindo com São Tomé: “Vamos, nós também, para morrermos com Ele!” (Jo 11, 16)
Santa Teresa de Jesus dizia as suas filhas: “ Sem a Santa Missa, que seria de nós? Tudo pareceria neste mundo, pois somente ela pode deter o braço de Deus.”
Sem a santa missa, certamente a Igreja não teria durado até agora, e o mundo já se teria perdido sem remédio. “ Sem a Santa Missa, a terra já teria sido aniquilada, há muito tempo, por causa dos pecados dos homens”. (Santo Afonso de Ligório)
Santo Agostinho dizia aos cristãos do seu tempo: “ Todos os passos que alguém dá para ir assistir a Santa Missa são contados por um anjo e por eles Deus lhe concederá um prêmio muito grande nesta vida e na eternidade”. Segundo o Santo Cura D’ars o Anjo da Guarda fica feliz quando acompanha uma alma que vai assistir  a Santa Missa!
São Felipe Neri: “Com a oração pedimos mais graças a Deus; mas na Santa Missa obrigamos a Deus nos conceder.”
O Santo Cura D’Ars dizia: “ Todas as obras tomadas juntas, não tem o valor de uma única Santa Missa, porque as obras são dos homens, enquanto que a Santa Missa é obra de Deus.”  

A EUCARÍSTIA

A Eucaristia significa ação de graças. A Eucaristia não é só participação na graça, mas é participação da  própria fonte de graças.
São Bernado: “A Eucaristia é o amor que supera todos os outros amores do céu e na terra.”
Segundo São Tomás de Aquino: “ A Eucaristia é o sacramento do amor, significa amor, produz amor”.

Certo dia, um árabe, o emir Abd-el-Kader, ia andando pelas ruas de Marselha em companhia de um oficial francês, quando se encontrou com um sacerdote que ia levando o Santo Viático a um moribundo. O oficial francês parou, descobriu a cabeça e dobrou os joelhos. Então, o amigo perguntou-lhe a razão daquela saudação. “ Estou adorando meu Deus, que o sacerdote vai levando para um doente”, respondeu o oficial. Então o emir reagiu: “ Como acreditar que  Deus, sendo tão grande, se faça tão pequeno, a ponto de ir até a habitação dos pobres? Nós maometanos, fazemos uma ideia bem mais alta de Deus.”
Então o oficial respondeu: “ É porque vós tende só uma ideia da imensa grandeza de Deus, mas não conheceis o Seu Amor.”

A SAGRADA COMUNHÃO

A Sagrada Comunhão nos é necessário, porque dela depende a vida da alma.
É o que se segue das palavras de Jesus: “ se não comerdes a carne do filho do Homem e não beberdes do seu sangue, não tereis a vida em vós.” A Sagrada Comunhão, por conseguinte, é o alimento da alma. Assim como o corpo morre se alimentação, assim também a alma.
A Sagrada Comunhão une-nos a Cristo; pois Jesus disse: “Aquele que comer a minha carne e beber o meu sangue permanece em mim e eu nele.”
A Sagrada Comunhão conserva a vida da alma: preservando-a do pecado mortal. Eis porque Nosso Senhor diz: “ Quem comer deste pão viverá eternamente.”

Bibliografia

1)   Excelências da Santa Missa; São Leonardo de Porto-Mauricio, conforme a Edição romana de 1737 dedicada a S.S. o Papa Clemente XII.
2)    Falar com Deus – Meditações para cada dia do ano – Tempo Comum (1). Semanas I-XI, Quadrante 3; Francisco Fernandez-Carvajal.

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